"Tchá por Deus o que que é esse AGORA VÔTE" - expressão de grande surpresa em cuiabanês



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domingo, 15 de maio de 2011

Southern Food em Nashville

Há tempos estávamos procurando por um restaurante com comida autêntica sulista. Já fomos a dois restaurantes de B-b-que  aqui no Tennesse mas nenhum me impressionou, já que é bem difícil se acostumar com o churrasco americano e todos aqueles molhos, nada comparado a nossa carne boa do Brasil que só precisa de um sal grosso. Nesse fim de semana recebemos um amigo que veio de Houston para nos visitar e ele encontrou em um desses sites com avaliações de restaurantes e decidimos confiar nas sugestões. Fomos para no Monell's.

O restaurante é em uma linda casa de estilo Victoriano em um bairro majoritariamente negro, Germantown. Chegando lá fomos informados que a espera era de aproximadamente 25 minutos. Um pouco demais pro meu gosto, mas o cheiro era tão bom... Quando fomos chamados eu descobri que o sistema lá é um pouco diferente e me fez entender o porque de "Entre como estranhos e saiam como amigos" estava escrito na porta.  Não existem mesas pequenas. Todas as mesas são enormes e você tem que dividir a mesa com desconhecidos. O menu é um só, então os pratos são servidos em porções grandes, que devem ser passadas entre todos na mesa. São tantos pratos, entre biscuits, salada de batata, creme de milho, vagem refogada, carne cozida com legumes, maças fritas com canela, e claro, frango frito maravilhoso como só eles sabem fazer por aqui, entre tantas outras coisas que nem consigo me lembrar. Enquanto esses pratos são divididos, a conversa começa a fluir entre pessoas que até poucos minutos atrás eram estranhos.

Por U$16,90 se come o quanto quiser, sem limites. Pra mim é quase como se não valesse a pena, pois não como tanto assim. Mas pela experiência, vale muito a pena. Dá pra sentir como se estivesse no almoço de domingo na casa de uma avó sulista. Não vejo a hora de voltar!


Sai quase rolando. 10000000 calorias de maravilhosa southern food.



Pra quem vir a Nashville e quiser experimentat, o restaurante fica na 1235 6th Ave North, Nashville - Tennessee

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cante, voe, procrie e morra!

Pois é, me mudei pro Tennessee. Já me conformei. Minha vida é rural. Saí do Mato Grosso (ok, passei por Dubai) pra me mudar pro Texas e agora aqui. Vou começar a ouvir música country A.S.A.P!

Eu agora moro em Franklin, uma cidade linda com pouco mais de 60 mil habitantes no subúrbio de Nashville. A cidade tem 212 anos de história e foi palco de uma das mais sangrentas batalhas da guerra civil americana.

Ok, agora esquece todo esse trelele que disso eu falo em uma outra oportunidade. Por favor, não me entendam mal, eu já amo Franklin. Mas o que eu quero falar é sobre as coisas que "freak me out" aqui:

* A cidade é considerada a mais assombrada de todo o Tennessee. A Batalha de Franklin matou quase duas mil pessoas em um só dia, daí a fama.

* Tornados! Venha furacão, venha terremoto, venha o que quiser, mas pelo amor de Deus, não venha tornado. E o pior é que já cheguei no meio da maior temporada de tornados dos últimos 30 anos. Quando ouvi a sirene de alerta achei que era uma ambulância. Mas a ambulância não passava nunca... Muito inocente a menina.

* Uma coisa surreal: cigarras que emergem do solo em forma de praga a cada 13 anos.

CIGARRAS!!!!

Cigarras são inofensivas até onde se sabe. Só não são inofensivas à paciência alheia com aquela barulhada toda. Mas olha, podem me falar o que quiser. Tenho PAVOR²! Pra mim elas estão na mesma categoria das baratas. E quem me conhece sabe o medo de morte que eu tenho quando o assunto é barata. Nunca gostei de cigarras, sempre tive medo. Na verdade eu odeio qualquer tipo de inseto. Sou daquelas que dá xilique se um encosta em mim, choro, esperneio, dou vergonha mesmo. Agora imagina a cidade, ou melhor, o estado, sendo tomado por cigarras que brotam do chão, deixam suas velhas cascas e saem voando em suas novas asas.

E eu não estou falando em milhares, eu estou falando em milhões. Milhões de cigarras, voando, barulhentas em todos os lugares. Enquanto eu começo a sofrer por antecipação já que a televisão começou a mostrar o aparecimento das primeiras tem gente que não se aguenta de euforia. Descobri que existem websites especializados em cigarras (WTF!!!) e que o povo aguarda ansiosamente as malditas.

Mas se a vida te dá um limão, você faz uma limonada né? Agora o que fazer quando a vida te dá uma coisa dessas? Se você for como eu, fica psicótica e pensa em passar umas férias prolongadas no Texas. Mas se você é criativo e inteligente como essa pessoa aqui, você faz dinheiro.







Já posso correr para supermercado e fazer estoque de água e comida e pilhas?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Um pouco de Franklin e Nashville


















segunda-feira, 2 de maio de 2011

De casa nova!

Gente, voltei. Diretamente de Franklin, subúrbio de Nashville, Tennessee.
Tantaaaa coisa pra contar, pra mostrar, pra arrumar, pra estudar.
Deixa eu preparar um post bacana sobre a minha nova vida suburbana nesse lugar pitoresco chamado Franklin e eu djá volto.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sinais de que é hora de partir

Sexta-feira, maior temporal caindo, chuva de ventos, trovões, raios e tudo que tem direito. E eu no meu quarto, às 2 da tarde me recusando a acordar já que não tem mesmo nada pra fazer lá fora. De repente começo a escutar, misturado com todos os sons daquela tempestade, um som familiar. Bem familiar! Mas nem um pouco desejado. Era alguém tocando lambadão!

Tive que levantar da cama. Vai que era o dia do Juízo Final e esse a verdade era o som de uma das trombetas? E eu é que não perderia por nada.

Mas não era. Meu irmão me explicou que o vizinho montou uma banda de lambadão e que agora ensaia no quintal da casa dele toda semana.

American Airlines, vem me buscar!


Pra quem tem o azar de não ser do Mato Grosso e não faz idéia do que é o lambadão. Vai aqui uma amostra. Um dos clássicos de todos os tempos. Diretamente de Poconé: o saudoso (anh?) Chico Gil!


domingo, 10 de abril de 2011

Era uma vez um vestido...

Era uma vez um vestido. Não, peraí. O certo é "Era uma vez um casamento..." de uma querida amiga do Brasil. O casamento coincidia com a data de viagem ao Brasil que eu estava programando para passar o aniversário de 50 anos da minha mãe com ela. E o esse casamento era luxo. E eu precisava de um vestido luxo pra esse casamento. E eu passei um mês procurando e não conseguia achar nada do meu gosto e bolso. Até que um dia eu achei! Era do meu gosto, não era do meu bolso. Mas esse probleminha meu amado marido fez o favor de resolver pra mim.

E lá fui eu experimentar o vestido. Pedi um do meu número. Ficou bom, mas a vendedora disse que não estava certo, que eu era um número a menos (me ganhou na hora). O problema é que não tinha nenhuma loja em um raio de mais de 150 milhas com a minha numeração. Frustração, desespero... até me lembrar que iria a Nashville no dia seguinte e acharam um lá, e reservaram o único que tinham para mim. Oh felicidade!

Fui longe buscar o vestido, arrumando um tempinho entre as buscar por um apartamento pra chamar de nosso na nova cidade. Tudo bem corrido, só dois dias. E quando estava no aeroporto pra voltar pra Houston, depois de ter feito check-in e passado pela segurança, me veio uma coisa na cabeça: o vestido! O meu vestido, dos meus sonhos, ficou esquecido dentro do guarda-roupa do hotel.

Pânico! Já quase comecei a chorar. Liguei pro hotel e a atendente que no telefone soava como uma cheiradora de loló disse que não tinha informação de terem achado nenhum vestido, que o gerente só ia chegar no dia seguinte, que a sala de achados e perdidos estava fechada e que o quarto onde fiquei já havia sido alugado novamente. Agora sim eu comecei a chorar!

Já pensava no meu vestido perdido nas mão de alguma sirigaita que achou que tirou a sorte grande no quarto de hotel, na biscate da atendente já correndo pra ir lá lograr o meu vestido, no preço que o marido pagou e no quanto eu teria que ouvir e o pior de tudo, ter que achar outro vestido de festa assim do nada, em dois dias antes de ir pro Brasil, não teria tempo hábil de ter nada enviado pelo correio.

Liguei novamente na rede de lojas. "Confere aí moço, não tem mesmo em nenhum loja em Houston? Pode procurar a mais de 200 milhas que eu vou atrás". Nada. Já mandei uma pílula pra dormir que eu sabia que o sono não viria fácil aquela noite. Até que eu vi um pequeno simbolozinho de localização no site da loja e lá me mostrou o que os sistemas das lojas e o próprio call center não conseguia ver: uma loja em Houston tinha sim o meu número!

Coloquei o relógio pra despertar e 7h da manhã já estava acordada pra ligar pro hotel. A atendente cheiradora de loló não estava mais lá. Mas uma voz familiar me disse alô. Era a atendente do dia em que fizemos check-in, super prestativa e que nos deu a dica do apartamento com o qual fechamos negócio. Ela super prestativa pediu que eu esperasse na linha que ela ia verificar no quarto. Em menos de 3 minutos ela estava de volta:

- O vestido tá aqui na minha mão, pode ficar tranquila.
- Oh meu Deus, você não sabe o favor que está me fazendo. Já estava desesperada.
- Você quer qe mandemos pra você por correio?
- Não precisa. Meu marido voltará em duas semanas e pega ele aí.
- Tudo bem, vou deixar guardado aqui na sala do gerente com uma nota com o seu nome.
- Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito obrigada mesmo!
- Que isso. Prazer foi meu.
- Ah, peraí. Antes deixa eu te perguntar uma coisa. Tinha alguém no quarto onde ficamos?
- Não. O quarto está vazio desde que vocês sairam.
- Ele não foi ocupado na noite anterior?
- Não.
- Ok, obrigada. Quando voltar preciso te dar um presente!
- Não precisa.
- Que isso. Tenha um bom dia.
- Você também.

E nisso a minha alegria por ter o vestido recuperado se misturou com uma raiva talvez ainda maior. A feladaputa da cheiradora de loló viu meu desespero no telefone (já estava praticamente chorando), não fez nada pra me ajudar, estragou a minha noite de sábado, me deu uma noite mal dormida e ainda mentiu pra mim por preguiça de andar 50 metros.

Ah, e quanto ao vestido? Antes de abrir eu já estava na frente da loja e eles foram bondosos o suficiente por me permitir fazer a compra antes mesmo de abrirem as portas pro expediente.

Aí depois de tudo isso você deve estar pensando "mas que porra de vestido é esse pra essa menina fazer todo esse auê? Melhor ser muito bonito ou eu já vou passar pro time da cheiradora de loló".

Desculpe a falta de uma foto melhor pra mostra o vestido, mas é esse aqui:


Só faltou eu ser magra igual.

Não concorri com a noiva, não abafei na festa, mas é o vestido que eu queria, do jeito que eu queria e eu acho ele lindo demais.

E quanto à cheiradora de loló? Ela tem o azar de ter um nome fácil que eu não esquecerei tão cedo. Assim que eu voltar vou ao hotel conversar com o gerente e dizer o quanto a outra menina foi prestativa e o quanto essa outra só quis ver o meu oco. Vai ter payback, bitch!

UPDATE: O Diógenes me lembrou que eu esqueci de contar o que aconteceu com o outro vestido. Bom, o marido já foi ao hotel, buscou o vestido e devolveu na loja.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Alô, alô marciano

Gente, estou aqui, perdida em Cuiabá. Mando notícias dizendo que o tempo está bom, não muito quente mas chovendo tudo que tem que chover. Que já encontrei com minhas melhores amigas e que mesmo passando tanto tempo sem se ver parece que só deixamos de nos ver por um dia. Que tenho um casamento na quinta-feira e que não posso engordar uma grama até lá ou o vestido (sim, o bendito vestido do qual falarei em outra oportunidade) não vai entrar e que portanto estou tentando viver de luz e fazendo fotossíntese. Que apesar de muita coisa mudar na minha vida, ou dentro de mim, parece que toda vez que eu volto tenho a impressão de muita pouca coisa mudou por aqui.

E a informação mais importante: que eu estou muito feliz por estar de volta a minha terrinha! Mesmo morrendo de saudades do chinês.
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